Participação no FORUM PARA A DINAMIZAÇÃO ECONÓMICA DAS ÁREAS METROPOLITANAS DE VIGO E PORTO.
“Temos esperança, podemos crescer!”O fórum, com o patrocínio da CAIXANOVA e organização da AEP - Associação Empresarial de Portugal e da CEP - Confederação de Empresários de Pontevedra, realizou-se no passado dia 30 de Março, no Centro Social Caixanova em Vigo e contou com a intervenção de inúmeras personalidades nomeadamente do Engº Ludgero Marques, presidente da AEP, do Prof. Luís Valente de Oliveira, ex-ministro e actual vice-presidente da AEP e do Dr. Fernando Costa Lima, director executivo da API - Agência Portuguesa para o Investimento, entre outras personalidades que se destacaram pela sua intervenção na vida política e económica de Portugal e Espanha. A elevada presença de empresas Portuguesas e Espanholas demonstra a vontade existente no aumento da cooperação e competitividade.
Tendo como objectivos o aumento de conhecimento entre as áreas metropolitanas do Porto e Vigo, contribuir para a multiplicação de intercâmbios empresariais, incrementar a cooperação e colaboração entre empresas, e em definitivo impulsionar o desenvolvimento do eixo Vigo-Porto com estratégias de futuro conjuntas.
Tratando com especial atenção os sectores do Turismo, Construção, Madeira e Mobiliário, e Automóvel e Componentes, a realização de mesas sectoriais possibilitou a discussão de realidades específicas de cada um destes sectores. As ideias apresentadas e discutidas durante e após a realização das mesas sectoriais são válidas não só para as zonas metropolitanas do Porto e Vigo, mas para todo o tecido industrial de ambos os países.
Por este motivo achamos importante apresentar algumas das ideias base discutidas.
Apesar das ameaças do mercado global, existem oportunidades que Portugal tem de aproveitar e orientações que deve seguir.
Independentemente de factores controlados por poderes políticos, as empresas podem melhorar a sua competitividade.
Podemos competir apostando na flexibilidade e qualidade da mão-de-obra Portuguesa, que é tão ou mais produtiva do que outras a nível europeu e mundial.
A qualidade dos recursos humanos disponível deve ser motivo de orgulho e foi factor essencial para alguns dos recentes investimentos em Portugal, por parte de importantes grupos económicos internacionais (Exemplos: Infineon, Siemens, Solvay).
Todos os colaboradores devem ter a formação necessária ao desempenho das suas funções, terem a noção da importância do seu papel e que a forma como desempenham as suas funções reflecte-se inegavelmente no desempenho da empresa.
É necessário incentivar a criatividade e quebrar hábitos nos processos produtivos.
A inactividade é a maior ameaça que podemos enfrentar.
Para o aumento da competitividade é necessário procurar a eficiência produtiva em novas formas de organização empresarial e fomentar a constante inovação de processos produtivos, avaliando e compensando os colaboradores pelos resultados obtidos, em termos de qualidade e competitividade.
A cultura vigente nas empresas, deve incentivar a inovação e a procura de novas tecnologias de produção que tragam melhorias ao nível da rentabilidade. É necessário promover o comprometimento dos colaboradores nos resultados globais da empresa. Um dos aspectos cada vez mais importante e que deve ser alvo de especial atenção é a eficiência energética no processo produtivo.
Depende de nós, por isso
“temos esperança, podemos crescer!”.